Arte francesa e brasileira no projeto Outras Danças

Eventos gratuitos reúnem criadores, pesquisadores, palestrantes e críticos no evento do Ano da França do Brasil que começa nesta quarta

Parte da programação do Ano da França no Brasil, o projeto Outras Danças acontece em Salvador a partir da próxima quarta-feira, dia 11 de novembro, e até o dia 14, sábado, numa realização da Coordenação de Dança da FUNARTE – Fundação Nacional das Artes, em parceria com a Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB e Cultures France. A programação é totalmente gratuita e aberta ao público. O evento conta com apresentação de espetáculos, como a coreografia francesa Barroco, que a Association Woo mostra nesta quarta, às 18h30, no Teatro do Goethe-Institut – ICBA. A montagem Pezzo Due, também da França, de autoria de Maria Donata, será apresentada em seguida, às 20h, no Teatro Sesc-Senac Pelourinho.

Além da programação artística, o evento desenvolve residências, palestras e debates na área da dança e reúne grupos, pesquisadores, curadores, palestrantes, críticos e criadores de dança franceses e brasileiros, em vários espaços de Salvador.

Abertura – A abertura do projeto Outras Danças acontece na Escola de Dança da Ufba, às 10h desta quarta-feira, com a mesa-redonda Globalização e antropofagia. No mesmo local, será desenvolvida a mesa-redonda Importação e distribuição em dança? As posições dos festivais, as percepções dos artistas, às 14h.

Já  no Palácio da Aclamação, numa parceria com a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), serão apresentados de quarta a sexta, sempre das 13h às 18h, os espetáculos coreográficos Um alemão chamado Severino, do grupo Quitanda, e O engenheiro que virou maçã, do Coletivo Construções Compartilhadas. A produção do evento é da Dimenti Produções Culturais.

Na quinta-feira, dia 12, na Escola de Dança da Ufba, das 10h às 12h, acontece a mesa-redonda (Des) Contextualização da obra de arte. Das 14h às 16h, será a vez de debater Políticas de apoio à  colaboração e à difusão internacional: um olhar sobre o papel das instituições. Após as apresentações coreográficas do período vespertino, a programação do dia se encerra com o espetáculo Dúplice, da dupla Rodrigo Cruz e Rodrigo Cunha. A montagem é do estado de Goiás e pode ser vista no Teatro Sesc Senac Pelourinho.

Na sexta-feira o dia começa com a mesa-redonda A obra de arte entre objeto e projeto a ser compartilhado, das 10h às 12h, na Escola de Dança da Ufba. Das 14h às 16h os participantes dos debates fazem considerações acerca das discussões. À noite, depois das apresentações do período da tarde, o Teatro do Goethe-Institut – ICBA abriga a Mostra Residência I, a Mostra Residência II e em seguida o encontros de profissionais e interessados no Olhares Cruzados.

No sábado, às 20h, a programação no Teatro Sesc Senac Pelourinho conta com a apresentação da coreografia Como risco no papel, de Marcela Reichett, de Santa Catarina. Uma nova edição do Olhares Cruzados finaliza o evento.

Propostas – A programação se desdobra em quatro eixos complementares entre si. A Mostra Franco Brasileira de Jovens Criadores conta com artistas franceses e brasileiros com um histórico recente no campo da criação ou na mudança de interesses artísticos. A mostra tem como proposta difundir trabalhos de coreógrafos da França ainda pouco conhecidos do público brasileiro e de criadores do Brasil que pouco circularam com suas produções no país. Após as apresentações dos trabalhos da Mostra, será realizada a programação da série de encontros Olhares Cruzados, com a participação de dois críticos (um brasileiro e um francês) para que os mesmos lancem seus olhares sobre as obras e tentem explicitar os elementos que as estruturam.

As Residências Artísticas serão realizadas com dois artistas franceses e dois brasileiros, que trabalharão juntos, apresentado ao público um resultado ao final. As mesas-redondas do Simpósio incluem palestras voltadas ao fomento da difusão internacional, intercâmbio, globalização e produção artística em dança e contará ainda com a participação de dois observadores que, ao longo de todo o processo, deverão elaborar considerações sobre as discussões, relatando-as ao público no último dia de trabalho.

Através de ações que circulem de forma descentralizada, que tenham um acesso democrático e que promovam a fruição e a reflexão em torno de criações e questões relevantes para a dança na atualidade, no Brasil ou na França, o projeto Outras Danças busca aportar uma contribuição significativa ao quadro de atividades relacionadas à dança nestes dois países.

Programação Outras Danças

Programação Outras Danças

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