Festival “Guarda-Chuva de Memórias – Histórias Escritas pelo Corpo” reúne as mais relevantes coreografias da Escola de Dança da FUNCEB

Trabalho realizado de 2007 a 2010 é apresentado ao público, gratuitamente, no Teatro Vila Velha, de 6 a 8 de dezembro

As realizações coreográficas mais significativas da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) dos últimos quatro anos vão estar na grade do festival Guarda-Chuva de Memórias – Histórias Escritas pelo Corpo. A grande mostra toma conta do Teatro Vila Velha (palco principal e Cabaré dos Novos) nos dias 6, 7 e 8 de dezembro (segunda a quarta-feira), a partir das 18 horas, com entrada gratuita para todos os programas, que totalizam 54 criações, além de sessões de vídeos e performances.

“Esta iniciativa, além de encerrar o ano letivo de 2010, celebra a conclusão de uma gestão que fez valer a respeitabilidade da Escola de Dança da FUNCEB e a importância do seu papel social”, afirma Gisele Nussbaumer, diretora da Fundação Cultural. “Durante estes quatro anos, o número de alunos na Escola duplicou, chegando a 1,5 mil matriculados em 2010. Investiu-se ainda na diversificação e no aumento dos cursos disponibilizados, assim como em atividades de formação com profissionais e aprendizes de municípios do interior da Bahia e em um Núcleo de Dança no Centro Social Urbano do Nordeste de Amaralina. Já em 2010, o espaço físico da Escola foi ampliado para atender os novos desafios e o público crescente. São resultados que justificam este grande festival comemorativo”, completa Gisele.

A diretora da Escola de Dança da FUNCEB, Beth Rangel, que também dirige e é curadora do festival, diz que a diversidade estética é a marca do evento, que contabiliza 516 dançarinos, entre alunos e professores, na interpretação das coreografias. “A diversidade do estudo do corpo que orienta as práticas pedagógicas da Escola é o que vai ficar evidente no festival, através das mostras que traduzem o diálogo do contemporâneo com matrizes culturais afrobrasileiras e presentes nas danças populares regionais”, assegura Beth.

A abertura do evento acontece no Passeio Público, na segunda-feira, dia 6, às 18 horas, com mostra de oito coreografias e exibição de vídeo-depoimento protagonizado por Lia Robatto, artista que participou da fundação da Escola. A obra audiovisual, produzida por Jaqueline Vasconcellos, tem como foco a trajetória de 26 anos da instituição de ensino e pesquisa de dança e será exibida nos três dias de festival.

Espécie de inventário dos processos, cruzamentos e diálogos criativos, o Guarda-Chuva de Memórias abriga cenas produzidas por integrantes dos cursos oferecidos gratuitamente pela Escola de Dança da FUNCEB, voltados para crianças, jovens e adultos, num perfil de alunato bastante eclético – o que se pode deduzir de uma instituição que lida com gente de 7 a 70 anos.

O público vai contar com um cardápio variado de obras, que inclui Dora, trabalho produzido pela Cia. de Dança Infanto-Juvenil da FUNCEB, inspirada no folguedo do maracatu; Gregoriano, coreografada por Mestre King e dançada por seus alunos; Almejo, espetáculo premiado criado por Robson Correia, diretor, coreógrafo e dançarino formado em 2008 pela Escola de Dança; bem como criações inéditas de seis jovens formandos do Curso de Educação Profissional Técnico de Nível Médio.

Além dos cursos de formação continuada, o recorte relicário da gestão da Escola no período de 2007 a 2010 traz ainda, para o festival, coreografias dos cursos livres e preparatórios, que abarcam setores diversos da comunidade interessada em dança, ainda com criações do Núcleo de Dança do Centro Social Urbano do Nordeste de Amaralina.

A Escola de Dança da FUNCEB
Fundada em 1984, a Escola de Dança da FUNCEB constituiu-se como a primeira escola pública a oferecer iniciação à dança a crianças e adolescentes. Em 1988, ampliou suas funções e implantou o Curso de Educação Profissional de Nível Técnico em Dança, que visa à formação e qualificação de jovens e artistas de classes menos favorecidas, especialmente oriundos de escolas públicas e moradores de bairros populares. Este curso tem duração de dois anos e meio, é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e forma profissionais habilitados a realizar ações e projetos artístico-educativos como agentes multiplicadores, intérpretes (bailarinos) ou criadores (coreógrafos).

Localizada no Pelourinho, a Escola destaca-se como lugar privilegiado para disseminação das artes e da cultura local, sendo campo de iniciação, formação e qualificação artísticas em dança. Tem como ações estruturantes cursos continuados, gratuitos, além de outras iniciativas de natureza extensionista. A Escola também é responsável por ações de estímulo e apoio cultural a artistas e grupos de dança da comunidade de Salvador.

Nestes quatro anos, sua abrangência foi ampliada, realizando atividades formativas para multiplicadores de outros municípios baianos, além de consolidar um Núcleo de Dança no Centro Social Urbano do Nordeste de Amaralina. Também nesta gestão, a Escola de Dança vem se adequando ao cumprimento da lei federal 10639/2003, que torna obrigatória a inclusão de História e Cultura Afro-brasileira nos currículos escolares; os cursos oferecidos foram revisados e incluíram na grade disciplinas como Danças Afro-brasileiras, Danças Populares e Capoeira.

Em 2009, a Escola de Dança foi vencedora de edital da FAPESB na linha Popularização da Ciência da Tecnologia com o projeto Processos Artístico-Educativos em Dança: Interfaces com Tecnologias Digitais; o valor do prêmio foi de R$ 25 mil. Também passou a sediar um Centro Digital de Cidadania (CDC), através de convênio firmado entre a Secretaria de Cultura (SecultBA) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI). Com 11 computadores, o CDC possibilita o acesso à informação e a apropriação de novas tecnologias à população, em especial alunos e familiares, artistas e grupos independentes, além dos moradores do Pelourinho e do Centro Histórico.

Em julho de 2010, o espaço físico da Escola foi ampliado, incorporando ao prédio da Rua da Oração o Solar São Damaso. Em plena expansão, a Escola de Dança comemora, nesta gestão (2007-2010), o aumento de quase 100% do número de alunos atendidos anualmente, chegando a cerca de 1,5 mil matriculados este ano, entre crianças, jovens e adultos.

Serviço
Festival “Guarda-Chuva de Memórias – Histórias Escritas pelo Corpo”
Quando: 5, 6 e 7 de dezembro (segunda a quarta-feira), a partir das 18 horas
Local: Teatro Vila Velha (palco principal e Cabaré dos Novos) e Mirante do Passeio Público (só na abertura do evento)
Quanto: Gratuito (ingressos sujeitos à disponibilidade na bilheteria do teatro até 30 minutos antes do início dos programas).
Informações: (71) 3116-6641/6644/6533

Clique aqui para acessar o programa do festival “Guarda-Chuva de Memórias – Histórias Escritas pelo Corpo”

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