NOTA DE PESAR – Gilson Rodrigues

Morreu em Salvador, nesta quarta-feira, 11 de maio, aos 69 anos, o artista plástico Gilson Rodrigues, vítima de câncer de pulmão. Natural de Palame, distrito de Esplanada, na Bahia, Gilson dedicou mais de quatro décadas à produção de uma obra que muito agrega às artes plásticas do estado. Seu trabalho mescla múltiplas linguagens: pinturas, desenhos, fotografias, arte digital, plotagens e adereços que retratam e ressignificam o cotidiano, a cultura e os costumes baianos e afrobrasileiros, sem deixar de transparecer a força contemporânea de seu olhar.

Esta habilidade criativa inseriu Gilson Rodrigues também no universo teatral, do cinema e da televisão, linguagens em que foi um premiado cenógrafo, figurinista e diretor de arte.

Em matéria publicada no site do jornal A Tarde nesta data, com referência ao desaparecimento do artista, constam depoimentos de reconhecimento. Juarez Paraíso afirma: “Gilson foi um artista dos mais completos. Ele dominava as técnicas tradicionais e usava o computador como uma nova técnica. Transformava a linguagem contemporânea numa forma própria dele de se expressar. Ele não reproduzia”. A crítica de arte Matilde Matos destaca a versatilidade dele: “Gilson trabalhava com música, cenário, fotografia, pintura, e isso é muito atual. São raros os artistas com esta capacidade”.

A Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) lamenta a perda e se solidariza com familiares e amigos que, junto com toda a classe artística e representantes do Estado, fazem luto por esta passagem, reconhecendo que a obra de um artista como Gilson é eterna e estará sempre na memória das artes baianas.

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