No feriado de 2 de novembro, Quarta que Dança apresenta quatro trabalhos de dança em Salvador

Intervenção Urbana, Espetáculo e Trabalhos em Processo de Criação compõem a grade do dia

Iniciando a programação de novembro, penúltimo mês do Quarta que Dança 2011, quatro apresentações podem ser conferidas pelo público da capital baiana, na próxima quarta-feira, dia 2. A Intervenção Urbana Ah, Se Eu Fosse Marilyn!, de Edu O., faz sua última aparição dentro do projeto e ocupa a Praia do Porto da Barra, às 16 horas, numa performance aberta ao público. Também encerrando sua participação está o espetáculo Quem te Pariu?, da ExperimentadoNUS Cia. de Dança, que será encenado no Centro Cultural Plataforma, às 20 horas, com ingresso a R$ 2 (inteira). Outra opção é assistir a dois Trabalhos em Processo de Criação, que se apresentam em sequência no Cine-Teatro Solar Boa Vista (Engenho Velho de Brotas), às 20 horas, com ingresso único a R$ 2 (inteira): Sete Tons de uma Poesia, de Iara Cerqueira e Victor Venas, e Top Rock, de Ananias.

O Quarta que Dança é um projeto da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Mais informações: www.fundacaocultural.ba.gov.br/quartaquedanca2011

Ah, Se Eu Fosse Marilyn!, intervenção urbana de Edu O.
Sinopse: Ah, Se Eu Fosse Marilyn! é uma proposta artística de intervenção urbana, criada por Edu O. em parceria com a Cia Dezeo-Ito, a ser realizada em praias de Salvador, que pretende refletir sobre o que nos tornamos com a passagem dos anos. Aquilo que chamamos de “chegar lá” e corresponde aos desejos antigos. Quando sabemos que chegamos lá? Quando alcançamos os sonhos? Um homem travestido de Marilyn Monroe e assim como Winnie, personagem de Samuel Beckett em Dias Felizes, enterrado até a cintura, consumido pela areia, lendo um livro e fazendo ações cotidianas, do dia-a-dia doméstico, como escovar dentes, pentear cabelos, se maquiar. Olha-se no espelho e não vê aquele que pretendia ser, mas gosta do que é. Cabelos falsos, loiros, boca borrada, livro na mão. Tornou-se aquilo que consumiu, absorveu.
Última apresentação (16 horas; Gratuita):
2/11: Praia do Porto da Barra

Quem te Pariu?, espetáculo da ExperimentadoNUS Cia. de Dança
Sinopse: Baseado no texto A Banana do Brasil, do bailarino e coreógrafo Bruno de Jesus, o espetáculo carrega delicadamente a construção na ideia do corpo brasileiro, a hibridez a partir de experimentações de corpo e movimento, aguçado por danças de matrizes africanas, indígenas, suas fusões e possibilidades, onde a gestualidade e o volume corpóreo propõem um diálogo direto entre os elementos cênicos que potencializa as inquietações e alguns questionamentos. Com direção e coreografia de Bruno de Jesus e assistência coreográfica de Lukas de Jesus, os bailarinos intérpretes são Anderson Baptista, Daiane Brito, Daniela Daltro, Fabrício Rocha, Inah Irenam, Janaina Monteiro, Juscinea Gonzaga e Sinara Santana.
Última apresentação (20 horas; R$ 2 – inteira):
2/11: Centro Cultural Plataforma

Sete Tons de uma Poesia, trabalho em processo de criação de Iara Cerqueira e Victor Venas
Sinopse: A performance Sete Tons de uma Poesia propõe interfaces poético-dialógicas com o contexto social das crianças que habitam o bairro do Alto de Santa Cruz. São indivíduos em formação que convivem numa realidade adversa marcada por violência e outros fatores de vulnerabilidade social. O foco da performance é o diálogo com a corporeidade das crianças em idade escolar moradoras do bairro. É a partir do repertório gestual desses indivíduos e suas formas de atuarem e se reorganizarem em contato com esse contexto adverso que são concebidos os movimentos, as ações da performer e todo o conjunto de sons e imagens que compõem o trabalho. Em cena, um corpo dentro de uma rede de pesca, suspenso no ar e preso ao teto dialoga com imagens em vídeo projetadas em uma parede, o corpo suspenso se movimenta reagindo e se reorganizando a partir das imagens projetadas. O corpo é aqui compreendido como um conjunto de operações sucessivas e alterações da paisagem física, produzidas pelo constante diálogo e permeabilidade entre corpo e ambiente.
Apresentações (20 horas; R$ 2 – inteira):
2/11: Cine-Teatro Solar Boa Vista
30/11: Centro Cultural Plataforma

Top Rock, trabalho em processo de criação de Ananias
Sinopse: Tendo a música e a dança como base de investigação, surge a ideia de mixar os ritmos dos orixás Ogum e Iansã, desenvolvendo esse trabalho que une elementos do Hip Hop com alguns signos da cultura afro e as oito ações de esforço propostas por Laban.
Apresentações (20 horas; R$ 2 – inteira):
2/11: Cine-Teatro Solar Boa Vista
30/11: Centro Cultural Plataforma

Quarta que Dança 2011
De 14 de setembro a 14 de dezembro, o Quarta que Dança promove apresentações de um total de 15 trabalhos em todas as quartas-feiras, em espaços da capital (Espaço Xisto Bahia, Centro Cultural Plataforma, Cine-Teatro Solar Boa Vista, Sala do Coro do TCA, ruas, praças e praias da cidade), de Juazeiro (Centro de Cultura João Gilberto) e Paulo Afonso (Centro Cultural Lindinalva Cabral). Os projetos que compõem a programação foram selecionados através do edital Quarta que Dança 2011, da FUNCEB/SecultBA, que contabilizou 99 propostas inscritas – um recorde na história do certame.

Como grande novidade da edição deste ano, está o fato de que cada proposta selecionada irá realizar três apresentações, em locais diferentes. Antes, era uma única apresentação na Sala do Coro do TCA ou no Espaço Xisto Bahia, quando do início do projeto. Com a mudança, o Quarta que Dança diversifica seus circuitos de atuação, ampliando o alcance e a acessibilidade de públicos distintos. Também com isso, o cachê ofertado aos contemplados cresce, fazendo o total de recursos financeiros disponibilizado aumentar – serão R$ 100 mil assim distribuídos: sete Espetáculos (cada um recebendo cachê total de R$ 8 mil); duas Intervenções Urbanas e dois trabalhos de Dança de Rua (cada um com cachê total de R$ 6 mil); e quatro Trabalhos em Processo de Criação (cada um com cachê total de R$ 5 mil). Na edição 2009/2010, o montante concedido foi de R$ 87 mil; em 2008, foi de R$ 76 mil.

Assim, durante três meses, todas as quartas-feiras serão ocupadas por sessões do Quarta que Dança, que têm valor de ingresso de R$ 2 (inteira), quando nos palcos, e de acesso gratuito, quando em espaços públicos. E não apenas Salvador está no roteiro: a proposta selecionada do interior do estado (o espetáculo Aluga-se um Coração, de Juazeiro) fará apresentações em Paulo Afonso (16 de novembro) e Juazeiro (23 de novembro), chegando à capital em 14 de dezembro para ocupar a Sala do Coro do TCA.

O projeto Quarta que Dança, que visa à difusão da dança em suas diversas vertentes e ao estímulo à pesquisa e à produção coreográficas na Bahia, surgiu em 1998 e, ao longo destes anos, proporcionou a montagem de mais de 150 apresentações de variados grupos e propostas artísticas. Em 2007, as inscrições passaram a ser feitas exclusivamente via edital, em duas categorias – além dos tradicionais Espetáculos de Dança, deu-se espaço para os Trabalhos em Processo de Criação, com objetivo de estimular o debate em torno dos processos construtivos. No ano seguinte, 2008, as outras duas categorias foram criadas: Intervenção Urbana e Dança de Rua, ampliando as possibilidades estéticas abrigadas e levando o Quarta que Dança também para as ruas da cidade.

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