Quarta que Dança 2011 chega à reta final

Quatro trabalhos encerram participação no projeto nesta quarta-feira (30/11)

 

Com apresentações que vêm ocorrendo desde 14 de setembro, em todas as quartas-feiras, a 13ª edição do Quarta que Dança chega às últimas semanas em cartaz. Em quatro formatos – Espetáculos, Intervenções Urbanas, Trabalhos em Processo de Criação e Dança de Rua –, 15 trabalhos de temáticas e estilos diversos vêm fazendo um panorama da produção contemporânea em Dança na Bahia, em três apresentações cada um, ocupando ambientes públicos e palcos baianos. Nesta quarta-feira, 30 de novembro, quatro deles fazem sua terceira e última aparição no projeto, em diferentes locais da capital.

A Dança de Rua Fusão de Culturas, do Grupo Brart Crew, ocupa a Praça da Boca do Rio, às 16 horas, numa performance gratuita. O espetáculo Fricção, de Isaura Tupiniquim, é encenado na Sala do Coro do TCA (Campo Grande), às 20 horas, com ingresso a R$ 2 (inteira). Tem também dois Trabalhos em Processo de Criação, que se apresentam em sequência no Centro Cultural Plataforma: Sete Tons de uma Poesia, de Iara Cerqueira e Victor Venas, e Top Rock, de Ananias; a sessão se inicia às 20 horas, com ingresso a R$ 2 (inteira).

O Quarta que Dança é um projeto da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Mais informações: www.fundacaocultural.ba.gov.br/quartaquedanca2011

Fusão de Culturas, dança de rua do Grupo Brart Crew
Sinopse: A coreografia é resultado de pesquisa realizada pelo B.Boy Ananias, em 2002, na possibilidade da junção da capoeira com o breaking, surgindo um novo estilo de dança – o Capobreak –, que trabalha a influência norte-americana na Bahia e que fortalece as duas culturas, explorando seus movimentos, ritmo e flexibilidade na roda. Fusão de Culturas tem direção do B.Boy Holy e o elenco é formado por B.Boy Big Z, B.Boy Coringa, B.Boy Duk, B.Boy Jhony, B.Boy Kafe, B.Boy Kocadinha, B.Boy RatoX e B.Boy Well. A Brart Crew foi criada em março de 2009 com intenção de mostrar a cultura do break em Salvador e região, visando as grandes competições nacionais e internacionais.
Última apresentação (16 horas; Gratuita):
30/11: Praça da Boca do Rio

Fricção, espetáculo de Isaura Tupiniquim
Sinopse: Fricção. Dramaturgia sem epílogos conduzida pela mediação entre máquina-tecnologia-guerra-corpo. Imagens de guerra e do universo erótico friccionadas. Uma dança que agencia uma dinâmica de representações em movimento, ao acionar, no corpo, estados de violência e posturas de poder ao tempo que as erotiza. Concepção, direção e performance de Isaura Tupiniquim.
Última apresentação (20 horas; R$ 2 – inteira):
30/11: Sala do Coro do TCA

Sete Tons de uma Poesia, trabalho em processo de criação de Iara Cerqueira e Victor Venas
Sinopse: A performance Sete Tons de uma Poesia propõe interfaces poético-dialógicas com o contexto social das crianças que habitam o bairro do Alto de Santa Cruz. São indivíduos em formação que convivem numa realidade adversa marcada por violência e outros fatores de vulnerabilidade social. O foco da performance é o diálogo com a corporeidade das crianças em idade escolar moradoras do bairro. É a partir do repertório gestual desses indivíduos e suas formas de atuarem e se reorganizarem em contato com esse contexto adverso que são concebidos os movimentos, as ações da performer e todo o conjunto de sons e imagens que compõem o trabalho. Em cena, um corpo dentro de uma rede de pesca, suspenso no ar e preso ao teto dialoga com imagens em vídeo projetadas em uma parede, o corpo suspenso se movimenta reagindo e se reorganizando a partir das imagens projetadas. O corpo é aqui compreendido como um conjunto de operações sucessivas e alterações da paisagem física, produzidas pelo constante diálogo e permeabilidade entre corpo e ambiente.
Última apresentação (20 horas; R$ 2 – inteira):
30/11: Centro Cultural Plataforma

Top Rock, trabalho em processo de criação de Ananias
Sinopse: Tendo a música e a dança como base de investigação, surge a ideia de mixar os ritmos dos orixás Ogum e Iansã, desenvolvendo esse trabalho que une elementos do Hip Hop com alguns signos da cultura afro e as oito ações de esforço propostas por Laban.
Última apresentação (20 horas; R$ 2 – inteira):
30/11: Centro Cultural Plataforma

Quarta que Dança 2011
De 14 de setembro a 14 de dezembro, o Quarta que Dança promove apresentações de um total de 15 trabalhos em todas as quartas-feiras, em espaços da capital (Espaço Xisto Bahia, Centro Cultural Plataforma, Cine-Teatro Solar Boa Vista, Sala do Coro do TCA, ruas, praças e praias da cidade), de Juazeiro (Centro de Cultura João Gilberto) e Paulo Afonso (Centro Cultural Lindinalva Cabral). Os projetos que compõem a programação foram selecionados através do edital Quarta que Dança 2011, da FUNCEB/SecultBA, que contabilizou 99 propostas inscritas – um recorde na história do certame.

Como grande novidade da edição deste ano, está o fato de que cada proposta selecionada irá realizar três apresentações, em locais diferentes. Antes, era uma única apresentação na Sala do Coro do TCA ou no Espaço Xisto Bahia, quando do início do projeto. Com a mudança, o Quarta que Dança diversifica seus circuitos de atuação, ampliando o alcance e a acessibilidade de públicos distintos. Também com isso, o cachê ofertado aos contemplados cresce, fazendo o total de recursos financeiros disponibilizado aumentar – serão R$ 100 mil assim distribuídos: sete Espetáculos (cada um recebendo cachê total de R$ 8 mil); duas Intervenções Urbanas e dois trabalhos de Dança de Rua (cada um com cachê total de R$ 6 mil); e quatro Trabalhos em Processo de Criação (cada um com cachê total de R$ 5 mil). Na edição 2009/2010, o montante concedido foi de R$ 87 mil; em 2008, foi de R$ 76 mil.

Assim, durante três meses, todas as quartas-feiras serão ocupadas por sessões do Quarta que Dança, que têm valor de ingresso de R$ 2 (inteira), quando nos palcos, e de acesso gratuito, quando em espaços públicos. E não apenas Salvador está no roteiro: a proposta selecionada do interior do estado (o espetáculo Aluga-se um Coração, de Juazeiro) fará apresentações em Paulo Afonso (16 de novembro) e Juazeiro (23 de novembro), chegando à capital em 14 de dezembro para ocupar a Sala do Coro do TCA.

O projeto Quarta que Dança, que visa à difusão da dança em suas diversas vertentes e ao estímulo à pesquisa e à produção coreográficas na Bahia, surgiu em 1998 e, ao longo destes anos, proporcionou a montagem de mais de 150 apresentações de variados grupos e propostas artísticas. Em 2007, as inscrições passaram a ser feitas exclusivamente via edital, em duas categorias – além dos tradicionais Espetáculos de Dança, deu-se espaço para os Trabalhos em Processo de Criação, com objetivo de estimular o debate em torno dos processos construtivos. No ano seguinte, 2008, as outras duas categorias foram criadas: Intervenção Urbana e Dança de Rua, ampliando as possibilidades estéticas abrigadas e levando o Quarta que Dança também para as ruas da cidade.

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