Escola de Dança da FUNCEB foi indicada para o projeto Criança Esperança

Companhia de Dança Infanto-Juvenil da FUNCEB obtém reconhecimento do trabalho que vem realizando desde 2010

Representantes do projeto Criança Esperança, promovido pela Rede Globo de Televisão, estiveram presentes no Espaço Xisto Bahia nesta última sexta-feira (6/7) para assistir ao espetáculo Ritos de Passagem, encenado pela Companhia Infanto-Juvenil de Dança da FUNCEB. Coreografada por Denny Neves, a Companhia é integrada por 16 jovens de 13 a 17 anos, do Curso Preparatório da Escola de Dança da FUNCEB, unidade do Centro de Formação em Artes (CFA) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), vinculada da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). A apresentação celebrou as conquistas obtidas desde a formação da Companhia, em 2010: a primeira constituída por crianças e adolescentes da Escola de Dança, que vem investindo não somente em aulas de dança para a formação do dançarino, mas também na prática artística em grupos de dança.

Ritos de Passagem foi criado especialmente para a despedida de duas jovens dançarinas da Escola que, ao alcançarem a maioridade e concluírem o ensino médio, deixam a Companhia Infanto-Juvenil e seguem rumo a novos desafios na área da dança. Três das coreografias do grupo, Dora, O Baile das Ciganas e Boi Gira-Bumbá, foram eixos de sustentação do roteiro criado, que incluía também ensinamentos de aulas demonstrativas e coreografias de ballet, dança afro e dança contemporânea, criados e dançados por professores e alunos da Escola de Dança.

Bem impressionado com a qualidade artística, a apropriação dos elementos da cultura africana e a atuação do grupo, o diretor geral do show Criança Esperança, Ulysses Cruz, que conheceu a Companhia na Mostra Brasil Juventude com Arte, no Rio de Janeiro, em maio passado, enviou representantes do projeto para esta sessão especial em Salvador. Entre eles, estava a produtora Zilda Raggio. “Fiquei admirada com a qualidade da dança, a história de vida das crianças, o trabalho coreográfico, além do figurino produzido pelo próprio coreógrafo Denny Neves”, opinou ela.

Denny, que tem articulado o fazer coreográfico com concepções de figurinos e adereços, chamou atenção especial por seu trabalho. “Nós somos uma escola que trabalha com dança e educação e nos preocupamos também com a escolha estética dos nossos figurinos”, explica ele, que complementa: “Usamos materiais recicláveis, mas buscamos ressignificar o conceito de reciclável para algo durável e bonito”.

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